Comming up Next – A Luta da Noite: UFC Long Island Weidman vs Gastelum

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Updated: julho 20, 2017

A organização ganhou gosto por Nova York (por que será não é?) e dia 22 de Julho volta a sediar um de seus eventos na grande maçã, o UFC on Fox 25. A edição rola no Nassau Veterens Memorial Coliseum em Long Island. E deve começar às 16h50min pelo horário de Brasília.

Bom, para variar a luta que mais chama atenção é a que encabeça o evento, entre o ex-campeão da categoria dos Médios (até 84kg) Chris Weidman e o ex desafiante da categoria dos Meio Médios (até 77kg) Kelvin Gastelum.

Os o evento não se baseia só nessa luta, que é a principal por um bom motivo. Há outras lutas interessantes para se acompanhar, como:

  • O duelo dos pesos Penas (até 66kg) Dennis Bermudez e Darren Elkins pode movimentar a categoria que tem um novo campeão.
  • Assim como os pesos Galo (até 61kg) Jimmie Rivera e Thomas Almeida, que devem proporcionar uma luta empolgante em busca de uma posição bem próxima de um Tittle Shot.
  • Já no Meio Médio, o Cowboy brasileiro, Alex Oliveira vai tentar entrar no top 15 enfrentando o duro Ryan LaFlare.

Mas tratando da luta principal e, a escolhida para a Coluna sobre o evento há pontos a serem abordados, por isso vou ser direto: Weidman ganha.

Ok, agora, indo aos por menores; a luta não deve ser fácil para o All American e ex-campeão da categoria, principalmente dado o momento que ele e seu adversário se encontram dentro da organização. Gastelum vem de uma sequência de vitórias na categoria onde ele deveria ter total desvantagem, contra grandes nomes do esporte – e convenhamos, dopping por maconha não apaga o nocaute que ele aplicou no Vitor Belfort, já Weidman, vai à direção oposta, amargando três derrotas seguidas. E esse é um detalhe que pode por tudo a perder para Chris. Em contra partida, o Safadão é bem menor e mais leve do que seu adversário e, isso será usado por ele e seus treinadores ao planejarem a estratégia para garantir a vitória.

Crédito: Buda Mendes

Como dizem, vitória é vitória, não importa como ela chega. Seja por um nocaute brutal ou por uma amarração daquelas bem feias. O que vale são os 3 pontinhos na tabela e isso é tudo o que Chris Weidman precisa.

Bom, pra tentar provar minha teoria, vulgo opinião, vou para a curta análise dos dois e depois uma breve conclusão, certo?

Kelvin “Safadão” Gastelum, nasceu em 1991 e é um dos lutadores mais novos da organização em franca ascensão. Surgiu para o mundo como um competidor e campeão do TUF 17, quando derrotou o até então, assustador e, favorito ao título Uriah Hall.

Campeão estadual de luta olímpica, Kelvin se valeu das suas habilidades de grappling durante parte de sua carreira até se tornar um atleta pela Kings MMA, a academia do brasileiro Raphale Cordeiro, onde refinou sua trocação, tornando-o um lutador versátil e melhor do que os Wrestler de mão pesada. Gasltelum, como já dito, tem a mão pesada tendo decidido suas lutas pela via rápida algumas vezes, também é dono de um gás incomum, sendo comparado a Cain Velasquez pela forma de lutar sufocante e poderosa. Ser um lutador canhoto, também pode oferecera alguma vantagem sob seu adversário, que é destro. Contudo, as lutas mais importantes de sua carreira que ele perdeu foi contra a balança, tendo sido obrigado a subir para os Médios depois de falhar na tentativa de bater o limite de sua categoria, os 77kg. Ele era um lutador de tamanho “normal” para sua antiga categoria e, agora nos Médios, está lutando entre gigantes, ainda que os vença. A diferença de tamanho pode ser um fator crucial para essa luta, já que seu adversário será maior e mais forte.

Christopher James Weidman, também conhecido como Chris Weidman é um lutador de 33 anos que apesar da curta carreira dentro do MMA, já foi campeão de uma das categorias mais disputadas do evento, além de para isso, vencer o maior lutador de todos os tempos, para alguns, Anderson Silva. O ex-campeão surgiu para a grande mídia ao estrear no UFC vencendo por decisão unânime, antes disso, era campeão de um evento menor, chamado; Ring of Combat.

Ele é um lutador completo, tendo provado isso ao superar o ex-campeão do peso médio Anderson Silva, o ex-campeão dos Meio Pesados, Lyoto Machida e outros nomes de peso na trocação. Mesmo assim, sua característica mais notável e seu jogo de grappling, que uniu sua carreira vitoriosa na Luta Olímpica na 1º Divisão e, o Jiu Jitsu ensinado por Renzo Gracie e Matt Serra. Além disso, ele tem uma característica muito subvalorizada que é a capacidade de seguir uma estratégia, mesmo que tenha entregado a goiaba ao tentar dar um chute rodado contra Luke Rockhold. Para a divisão é um dos atletas mais altos e de maior envergadura, que geralmente agrega em sua trocação, que é bem alinhada – Weidman sabe cortar o octógono, dominando seu centro, e pressionando seus adversários, apenas com sua movimentação. O All American, porém, já mostrou que não é imbatível, principalmente nas últimas três lutas, seu gás antes muito presente em todos os rounds, diminuiu, deixando-o na mão em lutas mais longas, sua resistência e potência também diminuíram, alguns atribuem seu shape mais fino e perda de rendimento a nova política antidoping.

Lendo tudo isso, pode-se perguntar o motivo de Chris Weidman apontado como vencedor com toda a certeza.

Bom, não é uma certeza absoluta, o MMA não é um esporte feito de certezas, mas alguns dados podem apontar o caminho da luta.

Crédito: Josh Hedges

Por exemplo, a taxa de golpes significativos desferidos por minuto, que é maior para Gastelum. Contudo, para esses dados serem levado em consideração é preciso dizer que nove de suas ultimas onze lutas são nos Meio Médio. Essa informação, dos golpes desferidos por minuto, são médias tiradas de todo o conjunto de lutas do atleta, sendo assim, também sofre com o “fator mudança de categoria”. Sabendo disso, informações aplicadas e que geram superioridade para o Safadão se tornam discutíveis, colocando sua eficácia em dúvida.

Aqui lembrem: nos médios, ele enfrentou um lutador parado a mais de dois anos e, outro, em visível franca decadência física.

Ao contrário do All American, que mantem boas estatísticas que devem, mas podem não, se intensificar quando se trata de um adversário menor.

Por isso acredito que o ex-campeão vencerá.

Weidman pode apenas manter a vantagem física, dominar seu oponente, com seu grapling, sem se por em risco e vencer em uma decisão unânime, chata, porém efetiva. GSP manda aquele abraço. Ainda que deseje forçar uma luta mais empolgante, buscando a trocação de golpes, sua pegada, alinhada com boxe justo, movimentação inteligente e envergadura 15 cm maior, devem coloca-lo em vantagem. Claro, Kelvin é um lutador jovem, muito forte e resistente e pode engrossar o caldo, principalmente se conseguir conectar seus potentes golpes. Ainda assim, atingir o ex-campeão parece ser a única opção para ele, ou torcer para que seu adversário de a luta de bandeja outra vez.

Não duvido da versatilidade de Kelvin, tanto no solo, quanto na troca de golpes, mas Weidman, além de maior é tão versátil quanto.

Resumindo:

Safadão pode vencer, mas precisa aplicar golpes limpos no seu adversário para então buscar o nocaute técnico.

Já o All American, tem mais ferramentas, podendo tanto enrolar a luta para uma vitória feia e segura, quanto partir pro berimbolo e tentar um nocaute técnico – ou mesmo uma finalização, claro que essa opção oferece mais riscos para ele. Mas estando na posição em que se encontra a vontade de voltar ao caminho das derrotas deve fazê-lo buscar o caminho mais simples.

Então, é isso. Espero que tenha gostado da leitura!

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